Há uma concordância entre os historiadores maçônicos sobre a existência de duas espécies de Maçonaria: Operativa e Especulativa. A primeira tinha por fim a construção em pedra tendo como meio a moral (um código de conduta elaborado). A outra, e atual Maçonaria, tem por objetivo a construção moral tendo como meio o simbolismo e alegorias do antigo ofício. Enfim, ressalta-se, ainda, a inexistência de uma ruptura temporal entre essas espécies de Maçonaria e sim uma longa convivência harmoniosa por séculos.
As três teorias mais aceitas sobre a origem da Maçonaria são: Os Rosa-cruzes, A origem templária e as Guildas romanas.
A teoria da origem Rosa-Cruz elaborada por Jean Marconis de Nègre, afirma que ela foi criada no ano de 46 d.C, por Marcos, o Evangelista. Contudo, os documentos fundamentais dessa ordem mística (Fama Fraternitatis e Confessio Fraternitatis) são datados de 1610 e 1615, respectivamente. Assim, a Ordem Rosa Cruz foi sistematizada em 1800 por maçons escoceses e a Maçonaria é anterior a Ordem Rosa-Cruz.
A teoria da origem Templária surge com a Oração de Ramsay em 1741 ou 1737, na qual sugere uma origem nobre para a Maçonaria. Nesse famoso discurso, Ramsay (um escocês - Cavaleiro Honorífico da Ordem de São Lázaro de Jerusalém), tentou traçar uma origem nos cavaleiros cruzados (Cavaleiros de São João Hospitalários).
A teoria mais aceita é a das Guildas Romanas, na qual a Maçonaria teria origem nas guildas de ofícios que foram implantadas pelos romanos na Inglaterra e Escócia a partir do Século I até o V, com o domínio romano sobre esses povos.
Os marcos históricos que evidenciam as conclusões dos historiadores maçônicos são as seguintes:
A Carta de Bolonha (1248) é o documento mais antigo registrando a presença de maçons especulativos. Esse documento é uma lista de 371 Mestre Maçons, inclusive especulativos (religiosos e funcionários públicos, o que evidencia uma convivência de mais de 500 anos de operativos e especulativos até 1717, no surgimento da Grande Loja da Inglaterra.
O Poema Regius - Publicado em 1840 por James Halliwel, que o datou de 1390. São 790 linhas em rima que conta a lenda da Arte Maçônica desde o Egito, passando por Euclides até o Rei Athelstan em 926. Origem de lendas que influenciam a Maçonaria até hoje. (Assembleia de York; Os Quatros Coroados, etc).
Os Estatutos de Schaw - O Rei James VI nomeia em 1598 William Schaw como "Mestre de Obras". Publica em 28/12/1598 um Estatuto para todos os maçons e Lojas do Reino. Em 1599 publica outro Estatuto no mesmo sentido. Previsão da "arte da memória", o uso de luvas, e a existência de banquetes maçônicos, etc.
Teoria de John Locke - Em 1696, John Locke traduziu e comentou um manuscrito que tinha 160 anos e que relata a origem da maçonaria inglesa a partir de Pitágoras.
A Revolução Industrial - Proibição da Maçonaria Operativa (foi proibida para a desestabilizar a categoria e facilitar a migração para o trabalho industrial).
Conclui-se que os Maçons Operativos (construtores), com origem nas guildas romanas, gradualmente transformaram-se em Especulativos com o ingresso de outras classes tendo como data oficial dessa transição o dia 24 de junho de 1717 (GLI). Contudo, documentos históricos (como a Carta de Bolonha) sugere o convívio entre operativos e especulativos por mais de 500 anos até a precitada data. O fim dos maçons operativos provocou a perda do simbolismo original, v.g., a corda de 81 nós.
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